sexta-feira

25/setembro/2026

Polícia

Caso Thamires: Após 45 dias, polícia ainda não concluiu inquérito sobre assassinato da agricultora

Foto: Divulgação

 

Por Rael Sérgio

 

A investigação policial que apura a morte da agricultora Thamires Lorençoni Mendes, 26 anos, morta com três tiros no dia 30 de novembro do ano passado, em Vargem Alta, completa 45 dias e segue sem nenhuma conclusão sobre o caso. O crime chocou o município de montanhas, e virou repercussão estadual.

 

Thamires foi morta quando retornava para sua casa, na localidade de Vila Maria, após passarem o dia trabalhando em uma feira em Mimoso do Sul. Dois homens em um Voyage ordenaram que o caminhoneiro, marido da vítima, parasse o caminhão.

 

Logo em seguida, a mulher foi morta a tiros. O rapaz socorreu a mulher, com a ajuda de um motorista que passava pelo local, mas ela morreu ao dar entrada no Hospital Padre Olívio.

 

O delegado responsável pelo caso, Rafael Amaral, até o momento não deu detalhes sobre caso, e apenas informou que as acusadas de encomendar a morte da agricultora, a comerciante Sulamita Almeida, a Sula, madrasta do marido de Thamires e sua filha, Flávia Almeida Silva, 18, irmã de criação do rapaz, teriam pago R$ 3 mil pelo serviço, parcelando em duas vezes, a um amigo delas, o acusado Wilson Roberto Barcelos Gomes, 36 anos, mais conhecido como Negão Chaquila, que está sendo procurado pela polícia.

 

De acordo com Rafael, Negão Chaquila e Flávia teriam combinado o preço no bairro Village da Luz. Pelo serviço, a irmã de criação do marido de Thamires pagaria R$ 1,5 mil adiantados e outros R$ 1,5 mil quando o serviço fosse concluído. Porém, o executor sequer conseguiu receber a segunda parte do dinheiro, explicou o delegado. É que no dia 5 as duas foram presas e indiciadas como mandantes no crime.

 

Segundo o delegado, policiais chegaram a fazer buscas na residência do acusado de executar a agricultora, mas ele não foi encontrado. Quem tiver qualquer informação pode ajudar, ligando para o Disque Denúncia 181 ou para o telefone 190. Além de Negão Chaquila, a polícia também busca informações do motorista do veículo da Volkswagen modelo Voyage, cujo nome não foi divulgado.

 

O advogado José Carlos Silva, que faz a defesa da comerciante Sulamita Almeida, e a filha dela, acusadas de terem tramado e encomendado à morte da agricultora, concedeu uma entrevista exclusiva na época ao portal WWW.NOTICIACAPIXABA.COM, disse que as duas pagaram R$ 1.500,00 aos pistoleiros que mataram a agricultora apenas para dar um susto, porém, ele alegou que infelizmente, o plano deu errado.

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