domingo,
03 de maio de 2026

Geral

Estudo técnico do TCE-ES mostra que no período de 1 ano, apenas 16,4% das mulheres do público-alvo para mamografias realizaram o exame

Redação

 

Um estudo técnico realizado pelo Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) sobre a realização de mamografias para a prevenção do câncer de mama com dados dos 78 municípios capixabas, constatou que apenas 16,4% das mulheres do Estado de 50 a 69 anos que dependem do SUS (sem plano de saúde privado) realizaram mamografias de rastreamento no período de um ano.

 

Além disso, o tempo de espera entre a solicitação e a liberação do laudo ainda é excessivo em algumas localidades, representando risco de retardar o diagnóstico precoce do câncer de mama.

 

Em todo o Estado, 41,8% dos exames realizados no período de julho de 2021 a junho de 2022 demoraram mais de 60 dias para terem o laudo liberado a partir da solicitação do exame.

 

Na análise por município, alguns obtiveram melhora na quantidade de exames realizados ao comparar o período de julho de 2020 a junho de 2021 com o período de julho de 2021 a junho de 2022.

 

Nessa situação se encontra Fundão, que viu o seu quantitativo de exames crescer de 108 para 168 exames. Contudo, 87,5% dos exames do município no período de julho de 2021 a junho de 2022 demoraram mais de 60 dias para serem liberados.

 

A análise realizada se baseou nos dados do Sistema de Informação do Câncer (Siscan) e abarcou o período de 2 anos, entre julho de 2020 e junho de 2022, e considerando as mulheres residentes no Estado do Espírito Santo, entre 50 a 69 anos, que dependem do SUS.

 

O estudo técnico do TCE-ES, realizado pelo Núcleo de Avaliação e monitoramento de Políticas Públicas de Saúde (NSaúde) em formato de boletim, foi elaborado como continuidade ao trabalho iniciado com a auditoria operacional realizada no ano de 2021, que avaliou a eficácia do rastreamento do público-alvo para a realização da mamografia, bem como a eficiência na realização do exame.

 

Na auditoria, os sete municípios que obtiveram os piores resultados –  Atílio Vivácqua, Fundão, Iconha, Jerônimo Monteiro, Mantenópolis, Mimoso do Sul e Muqui – receberam fiscalizações presenciais, e com a conclusão do processo, receberam recomendações do TCE-ES. Veja aqui o acórdão. 

 

Com a produção do boletim, que foi concluído no mês de outubro, o TCE-ES fornece instrumentos informativos e estudos técnicos para subsidiar o planejamento de ações de controle externo.

 

Outros resultados do boletim:

 

Quantitativo de exames

 

Analisando o quantitativo de exames de mamografia de rastreamento realizados na população feminina de 50 a 69 anos, no acumulado de julho de 2020 a junho de 2022, foram realizados 92.982 exames. A maior parte desse total, 53.033 exames, foi realizada no período de julho de 2021 a junho 2022, quando os efeitos negativos da pandemia foram sendo reduzidos em razão da vacinação, segundo o estudo.

 

Proporção de exames sobre o público-alvo

 

O estudo mostra que apenas 16,4% da população feminina do Estado de 50 a 69 anos considerada SUS-dependente (sem plano de saúde privado) realizaram mamografias de rastreamento, no período de julho de 2021 a junho de 2022. Avaliando um intervalo de dois anos, de julho de 2020 a junho de 2022, 28,6% dessas mulheres realizaram o exame.

 

E considerando ainda esse período de dois anos, o município com melhor percentual nos dois períodos de análise foi Santa Maria de Jetibá, com 63,1%. Em pior colocação no período de dois anos foi Águia Branca, com 1,1%.

 

Intervalo de solicitação e de resultado

 

53,9% das mamografias no Espírito Santo demoraram mais de 30 dias entre a data de solicitação, e a data de realização do exame;

 

Além disso, 12,4% das mamografias no Espírito Santo demoraram mais de 30 dias entre a data de realização da mamografia, e a liberação de seu laudo pelo serviço de imagem.

 

Os dois percentuais referem-se a dados de julho de 2021 a junho de 2022.

 

Entenda: a importância da prevenção

 

A diretriz do Instituto Nacional de Câncer (Inca), no âmbito da prevenção e controle do câncer de mama, é que a mamografia de rastreamento seja realizada na população feminina de 50 a 69 anos e na periodicidade de 2 anos.

 

No Brasil, à exceção da região Norte, o câncer de mama é a primeira causa de morte por câncer na população feminina.

 

Por isso, há a necessidade de uma agenda política com planejamento estratégico para que os serviços de mamografia de rastreamento sejam ofertados em quantidade e tempo adequados para atender a demanda da população capixaba. Quando diagnosticado em fase inicial, há 95% de chances de cura.

 

Acesse aqui o estudo na íntegra. 

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site, e nos reservamos o direito de excluir. Não serão aceitos comentários que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal / familiar a qualquer pessoa.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Confira mais Notícias

Geral

Cachoeiro garante quase R$ 4 milhões para a Cultura e terá pacote de obras em espaços históricos no comando de Wanderson Amorim

Geral

STF concede prisão domiciliar humanitária a 19 condenados por atos ligados à tentativa de golpe de Estado 

Geral

Professores temporários também têm direito ao piso salarial nacional do magistério, decide Supremo Tribunal

Geral

Bombeiros resgatam cão em área de difícil acesso na zona rural de Venda Nova: Veja vídeo

Geral

Mais de 2 mil fiéis participam da Romaria da Diocese de Cachoeiro na Festa da Penha 2026

Geral

Mãe denuncia que, apesar da repercussão, sala de aula em que o filho de 12 anos estuda, em escola municipal de Marataízes, continua sem ar-condicionado e com o ventilador quebrado

Geral

Agressor de mulher usará tornozeleira de imediato; lei já está em vigor

Geral

Justiça determina afastamento de delegado de Venda Nova do cargo após denúncia do MPES