quarta-feira,
29 de abril de 2026

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Eles foram para a cidade estudar e trabalhar como muitos jovens que nasceram no interior fazem.  Porém a vida agitada na capital fez com que os irmãos Evandro Almonfrey Mattos Peçanha, 28 e Lázaro Almonfrey Mattos Peçanha, 31, mudassem de ideia e tomar uma decisão que mudaria o rumo de suas vidas. 

Eles resolveram largar tudo na capital do Estado, Vitória, onde moravam. Tinham casa própria  e emprego fixo e retornaram para o ceio familiar com objetivo de trabalhar com a terra, na comunidade de Assunta, o interior de Alfredo Chaves. Agora com incentivo do pai, eles lidam na lavoura e estão felizes com a mudança de vida.

Antes os irmãos trabalhavam em uma empresa de controle de tráfego ferroviário e tinham uma renda mensal em torno de R$ 4 mil. Há seis meses resolveram vender o imóvel e com o dinheiro  investiram na compra de máquinas e equipamentos já  cultivam tomate, repolho e inhame. 

“Além de aqui a vida ser mais tranquila e segura, sem escalas, sem trânsito e correria, vimos à oportunidade de ganhar mais e a trabalhar com a nossa família”, disse Evandro, que estava se formando em administração de empresas e trabalhava há dez anos da companhia.

Já Lázaro, é formado em economia e atuava na mesma empresa do irmão há quatro anos. “Não adianta ganhar muito sem qualidade de vida. Aqui trabalhamos em família e temos a possibilidade de crescer. Vamos trabalhar mais, mas em nossa terra, em casa, no conforto familiar”, disse.

Os resultados já aparecem nas primeiras colheitas de tomate e repolho. Com o conhecimento que adquiriram é possível administrar os negócios com mais facilidade e conseguir bons preços nas vendas. “Tivemos o incentivo do nosso pai, pretendemos aumentar e variar ainda mais a nossa produção como plantio de pimentão e de uva.”, contam.

Filhos de uma professora, os jovens têm ajuda do irmão mais novo e do pai. Unidos, a família participa em conjunto das decisões e de todo trabalho, desde o plantio à colheita.Os empreendedores estão empenhados em utilizar tecnologia para facilitar e diminuir o custo da produção.

Segundo Lázaro, nas folgas, quando moravam na capital, vinham para a casa dos pais e já trabalhavam na lavoura. “Nas nossas folgas vínhamos para o sítio trabalhar e ajudar nossos pais e isso foi aumentando o nosso desejo de voltar para casa, para nossa terra”, disse.  

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