terça-feira,
05 de maio de 2026

Polícia

Polícia Civil fecha abrigo clandestino em Itapemirim

Foto: PCES

 

Redação

 

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Regional de Itapemirim, com o apoio das equipes do Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (Neam) e dos servidores da Secretaria de Vigilância Sanitária do município, fechou um abrigo clandestino localizado no bairro Itaoca, em Itapemirim.

 

No local, havia seis pessoas com deficiência intelectual. O responsável pelo abrigo, um homem de 38 anos que se passava por enfermeiro, foi conduzido e autuado nos crimes de cárcere privado e maus-tratos a pessoas. As investigações apontaram que o suspeito era gesseiro, trabalhava em um hospital em Cachoeiro de Itapemirim e fez curso de cuidador.

 

Enquanto ele trabalhava, começou a criar vínculos com uma Organização Não Governamental (ONG) que cuidava de doentes soropositivos, em Cachoeiro de Itapemirim, e começou a criar amizades com e responsável pela ONG, que indicou os pacientes para que o suspeito cuidasse. Após conseguir se passar por enfermeiro, conseguiu confiança dos familiares, que, não tendo local adequado para abrigar seus parentes, os colocaram sob responsabilidade do falso enfermeiro.

 

A Polícia Civil também recebeu informações de que no local havia uma paciente de 58 anos com deficiência intelectual e ela teria sido vítima de estupro cometido por um dos internos. Investigações apontam que o suspeito de abusar da paciente é um homem de 34 anos, que estava internado no abrigo em decorrência de dependência química e foi comprovado ser soropositivo.

 

O titular da Delegacia Regional de Itapemirim, delegado Djalma Pereira Lemos, informou que o interno suspeito de estuprar a mulher é soropositivo e tinha ciência disso. “Estamos aguardando o laudo do Departamento Médico Legal (DML) e, caso seja confirmado o estupro, o indivíduo terá a prisão preventiva representada em juízo”, disse.

 

“Além do crime de estupro de vulnerável, o investigado poderá responder ainda pelo crime de disseminar a outrem moléstia grave de que está contaminado, ato capaz de produzir contágio”, completou Lemos. Além disso, as equipes constataram princípio de maus-tratos relacionados à alimentação, já que na casa não havia nenhuma proteína disponível para a alimentação, somente perecíveis.

 

As seis pessoas que estavam internadas foram reintegradas aos familiares. O cuidador foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. Ele foi autuado e encaminhado em seguida ao Centro de Detenção Provisória de Marataízes, onde permanecerá à disposição da Justiça.

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