quinta-feira,
28 de maio de 2026

Polícia

Caso Thamires: Morte encomendada por mãe e filha foi parcelada em duas vezes, e executor também é acusado de roubo de ônibus

Foto: Divulgação/PCES

 

Por: Redação do portal Notícia Capixaba

 

Acusadas de encomendar a morte da agricultora Thamires Lorençoni Mendes, 26, a comerciante Sulamita Almeida, a Sula, madrasta do marido de Thamires e sua filha, Flávia Almeida Silva, 18, irmã de criação do rapaz, teriam pago R$ 3 mil pelo serviço, parcelando em duas vezes, a um amigo delas do bairro Novo Parque, em Cachoeiro de Itapemirim.

 

A informação foi divulgada ontem pelo delegado de Vargem Alta, Rafael Amaral Ferreira, que divulgou fotos do homem acusado de efetuar os três tiros que mataram a agricultora. Wilson Roberto Barcelos Gomes, 36 anos, mais conhecido como Negão Chaquila, está sendo procurado pela polícia.

 

Thamires era moradora de Vargem Alta, assim como o marido e as acusadas. Ela foi morta com tiros na cabeça, peito e nas costas no dia 30 de novembro, às 14h30. A mulher seguia com o marido no caminhão pela rodovia ES-164 no sentido a Vargem Alta, quando os dois foram abordados por dois criminosos em um saveiro.

 

De acordo com o marido, a suspeita era que fosse assalto. Thamires, que estava dormindo, acordou, pegou o pote com dinheiro da venda de verduras e entregou para o criminoso, que foi direto até a janela da vítima. Ele a mandou que descesse, porém antes de chegar ao chão, a mulher foi puxada pela camisa, jogada no chão e executada.

 

De acordo com Rafael, Negão Chaquila e Flávia teriam combinado o preço no bairro Village da Luz. Pelo serviço, a irmã de criação do marido de Thamires pagaria R$ 1,5 mil adiantados e outros R$ 1,5 mil quando o serviço fosse concluído.

 

Porém, o executor sequer conseguiu receber a segunda parte do dinheiro, explicou o delegado. É que no dia 5 as duas foram presas e indiciadas como mandantes no crime.

 

Segundo o delegado, policiais chegaram a fazer buscas na residência do acusado de executar a agricultora, mas ele não foi encontrado. Quem tiver qualquer informação pode ajudar, ligando para o Disque Denúncia 181 ou para o telefone 190. Além de Negão Chaquila, a polícia também busca informações do motorista do saveiro, cujo nome não foi divulgado.

 

Executor é acusado de roubo de ônibus

 

O acusado de efetuar os disparos, Wilson Roberto Barcelos Gomes, 36 anos, mais conhecido como Negão Chaquila, tem passagens na polícia por roubo a ônibus, segundo revelou o delegado Rafael Amaral Ferreira.

 

Foram três roubos atribuídos ao acusado num período de três meses. O primeiro crime foi no dia 22 de março de 2003, quando ele tinha 20 anos. Usando uma garrucha, ele rendeu o cobrador do ônibus e levou seu relógio e R$ 300. Também assaltou um passageiro, roubando-lhe R$ 200.

 

No dia 18 de abril do mesmo ano, ele realizou outro assalto, levando R$ 216 do cobrador, além de saquear passageiros, roubando dinheiro e objetos de valor.

 

O outro assalto ocorreu no mês seguinte, quando roubou R$ 230 em dinheiro. Todos os crimes ocorreram no bairro onde o acusado reside.

 

No entanto, apesar do acusado confessar os crimes e de ter sido identificado pelas testemunhas do roubo, a Justiça declarou prescrição da pena e julgou extinta a punibilidade após oito anos de julgamento do caso.

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