segunda-feira,
15 de dezembro de 2025

Polícia

Exclusivo: No Boletim de Ocorrência Gedson relata que Thamires não saiu correndo ao ver os criminosos

Foto: Redes sociais/Divulgação

 

Por: Redação do portal Notícia Capixaba

 

As primeiras informações preliminares da Polícia Militar (PM) era que a agricultora Thamiris Lorençoni Mendes, de 26 anos, teria sido morta por ter corrido ao ver os criminosos. Ainda segundo as primeiras informações, a suspeita era um latrocínio (roubo seguido de morte). 

 

Porém, informação do boletim obtida pelo noticiacapixaba.com, mostra que o marido, o caminhoneiro Gedson Thomazini, de 27 anos, relata a mesma versão que mostra o vídeo publicado no portal NC. O vídeo publicado fortalece a versão dele, ou seja, ele relatou a verdade. 

 

Bem diferente de um assalto, como era a suspeita inicial e também quando eles estavam saindo, e ela se assustou, saiu correndo e foi baleada. Declarações de familiares da agricultora não deixam dúvidas de que a mulher e o marido foram alvos de uma emboscada e que os criminosos já estavam determinados a matá-la.

 

“Não consigo me alimentar. Quem saiu correndo pedindo ajuda era eu”, diz abalado o marido que preferiu não conversar com a reportagem, por orientação do delegado. 

 

Segundo a família de Thamires, além dos boatos falsos nas redes sociais, o marido está sofrendo com a perda. 

 

A versão revela que Thamires estava dormindo, quando foram abordados pelos criminosos. Ela foi puxada pela camisa e jogada ao chão, antes de ser executada com três tiros no dia 30 de novembro.

 

Um dos criminosos saiu do Voyage e foi direto para a janela de Thamires. Sem saber, a mulher entregou o pote com o dinheiro para o criminoso. O marido já recolhia os celulares para entregar para os bandidos.

 

Nesse momento, o homem que estava do lado da janela de Thamires mandou que ela descesse. Ela obedeceu. Desceu de costas e foi puxada pela camisa, caiu ao chão e foi executada.

 

A comerciante Sulamita Almeida, “a Sula”, e a filha dela, Flávia Almeida Silva, de 18 anos, acusadas pelo crime, estão presas no Centro Prisional Feminino de Cachoeiro. 

 

O advogado José Carlos Silva, disse com exclusividade ao portal NC que as duas pagaram R$ 1.500,00 aos pistoleiros que mataram a agricultora apenas para dar um susto, porém, infelizmente, o plano deu errado.

 

O delegado Rafael Amaral Ferreira, responsável pelo caso, mais uma vez não deu detalhes sobre caso. O delegado disse que não irá comentar nada, para não atrapalhar nas investigações. “O caso vai atrasar mais alguns dias, mas pretendo encerrar o inquérito até no final do mês”, disse Amaral ao portal NC

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